Hiltor Mombach

INCUBADORA, PARTE I

Peço desculpas aos leitores.
Por problemas técnicos fiquei sem postar na tarde de ontem.
Está tudo normalizado.


Nelson Rodrigues dizia que “o patético de nossa época é que o passado se insinua no presente, e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”.
Estou me tornando um saudosista.
Um chato saudosista.
Ainda me lembro do Inter contratando Manga.
Dallegrave roubou o goleiro nas barbas do Corinthians.
O maior goleiro de todos os tempos teve o seu destino mudado pela ousadia de um dirigente.
Há 40 anos roubar um jogador do Corinthians era uma façanha.
Parece que foi ontem que vi Alisson virar titular do Inter.
Se há um goleiro que pode um dia se igualar a Manga é Alisson.
Não estou cometendo aqui nenhum exagero.
Por estes descaminhos do futebol moderno, nos quais o empresário manda e desmanda, Alisson está indo para a Itália.
O Internacional virou incubadora.
A frase está incompleta.


A frase toda é: o Internacional virou incubadora até de goleiro. Explico: goleiro rende pouco para os cofres do clube, é moeda de pouco valor quando comparada a um atacante, por exemplo.
O Inter que um dia roubou Manga do Corinthians não tem forças para segurar um jovem goleiro prata da casa.
O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente.
A toda hora.