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O setor defensivo do Inter vive o seu pior momento nos últimos anos. Os 24 gols sofridos em 15 jogos indicaram uma média assustadora, classificada como a maior desde o início da disputa do Brasileirão por pontos corridos em 2003. É um dilúvio de gols contra o Inter. Até o lanterna meteu três. O segundo o diretor de futebol do clube Luís César Souto de Moura, a limitação de recursos impediu a diretoria de dar mais atenção à zaga. "A diretoria trabalha com convicção e neste ano temos um conjunto limitado de recursos, ainda mais pela falta do Beira-Rio, que não traz apenas prejuízos econômicos. Nos jogos, sempre foi preciso buscar adaptação para contornar as dificuldades de atuar fora de casa. Além disso, não existe aquele zagueiro que colocaria um dos nossos defensores no banco de reservas".Tenho outra versão para o mesmo assunto. Contada por um outro dirigente vai algum tempo. Lembrando do zagueiro Ernando, do Goiás? Pois bem, o Inter assinou um pré-contrato com Ernando, que tem vínculo até o final do ano com o Goiás. Ele ficou fora da partida contra o Criciúma pois estava negociando sua vinda. Depois, disputou sua sétima partida pelo Brasileiro. Disputou porque o Inter achou que não precisava de zagueiro. Não faltou dinheiro. Houve a certeza de que o Inter não precisava de zagueiro e que poderia esperar para ter Ernando sem pagar nada ao Goiás. Fizeram até reunião para debater o assunto.