Hiltor Mombach

Inter: Affatato acha possível gastos de R$ 9 milhões em obras

Pedro Antonio Affatato foi o 1º vice-presidente de finanças do Inter na gestão de Vitorio Piffero.
Ele também concorreu para presidente do contra Marcelo Medeiros.
Medeiros recebeu 12.134 dos votos (94,8%).
Affatato 666 votos (5,2%).
A due diligenge — encomendada pelo Inter, sob orientação do Conselho Fiscal, e realizada pela Ernst & Youn — encontrou vários problemas administrativos e financeiros no clube nos anos de 2015 e 2016.
Um deles é o pagamento a cinco empresas, todas do ramo da construção civil, de valores superiores a R$ 9 milhões dentro do período avaliado.
No clube, entretanto, não há obras que justifiquem tamanho investimento.
Fala Affatatto.
"Não conheço tal relatório.
Tomei conhecimento pela imprensa (Correio do Povo).
Tenho 15 anos de Inter e jamais enfrentei qualquer problema.
Estamos pagando o fato do futebol ter ido mal, de termos que disputar a Série B.
Você está me dizendo que o clube gastou R$ 9 milhões em obras?
Não sei de cabeça.
Mas é possível que tenha gastado.
Vamos dividir este valor por 24 meses, pois são dois anos de gestão.
São R$ 300, 400 mil por mês (a média é de um gasto mensal de R$ 375 mil).
Acha que não é possível gastar isto em manutenção e vários investimentos, como a área de imprensa, Parque Gigante...
Manutenção é obra que não aparece.
Todos os pagamentos estão devidamente comprovados."
Perguntei para Affatato se ele prestaria esclarecimentos no caso de ser chamado, pois deverá ser convocada uma reunião do Conselho Deliberativo para apreciar o relatório da Ernst & Youn.
"Não sei nem do relatório, como vou saber da reunião. A atual diretoria tem que se manifestar sobre isto".