Boa tarde,
Nosso Presidente, Giovani Luigi tem, reiteradas vezes, anunciado ao mundo esportivo do Rio Grande e a quem mais interessar possa, que "cumpriu todos os trâmites e formalidades necessários com vistas à aprovação da parceria pelos órgãos do Clube, em particular o Conselho Deliberativo, disponibilizando, inclusive, o contrato aos senhores conselheiros durante determinado período na sede do S.C.Internacional", malgrado não pudéssem os srs. conselheiros, segundo o noticiário, extrair cópias, a par de recomendação/compromisso de manterem sigilo ou reserva em relação aos seus termos. Algumas cláusulas e condições, como bem o sabemos, transpiraram e tornaram-se de domínio público, sendo objeto de reprodução em jornais locais, por ação da imprensa, ou não.
Na última semana, segundo o Vice-Presidente de Futebol, houve reunião em São Paulo entre os advogados contratados pelo Inter, da AG e representantes das partes, além do engenheiro do Clube com vistas a chegarem a denominador comum e/ou pacificarem questões figurantes de ANEXOS ao contrato, dele fazendo parte integrante, portanto, oportunidade em que se regulam e disciplinam questões das mais importantes, descendo-se às especificações, definindo-se os memoriais descritivos etc. Pergunto: -
Referidos anexos a que se buscou consenso, SUPERVENIENTEMENTE, não deveriam igualmente serem submetidos e/ou apreciados pelos órgãos do Clube, em especial o Conselho Deliberativo ? Possuirá dito órgão responsabilidade sobre o que neles se contêm ?
O constrangimento da família Colorada, em particular o dos nossos dirigentes, ultrapassou todos os limites razoáveis e aceitáveis. Há um bem maior a proteger que é a dignidade da Instituição centenária. Com frequência os jornais estampam fotos de uma famigerada arquibancada demolida por falta de sintonia e de entrosamento entre a administração anterior e a atual.
Parceiro/parceria têm outro significado, dizem os melhores dicionários: "sócio, cúmplice, companheiro de dupla" ou "reunião de esforços com objetivo comum" (Houaiss, pág.557). É isso que o Inter não enxerga.
Diz-se que a AG não assina, apesar das intervenções da Presidenta, do Governador e do Prefeito..., porque o contrato "não é bom para ela". Ora, se não é bom, não irá assinar, mesmo, até o Inter ceder ou reformular. Será que não assina porque o Inter é seu refém e está jogando com o tempo ?
O Inter já foi sede de Copa do Mundo; deixe-se que o tradicional adversário, se reunir condições e o entorno viabilizar, seja igualmente sede da Copa. O Inter não será menor por isso; pelo menos será proprietário de seu estádio e não um inquilino por 20 anos de previsíveis demandas. Saudações,
Luiz Augusto Beck
