Vai muito tempo escrevi o texto que segue entre aspas:
“Só a tragédia une e logo acrescento: só a tragédia com morte. Não há nisto uma verdade exagerada. Trata-se tão-somente de uma constatação”.
Está sendo jogado o ‘Gre-Nal mais importante da história’. Inimigos centenários, Grêmio e Inter vestiram a mesma camiseta em apoio ao projeto da Santa Casa de Porto Alegre para novos leitos de UTI.
O adversário do momento é o novo coronavírus.
Trata-se de uma ação de clubes, sabemos.
A tragédia da pandemia, que vem ceifando vidas no mundo, uniu.
Mas, e há sempre um mas em tudo, até os quero-queros da minha Garibaldi sabem que clubes são comandados por pessoas.
Não é a primeira vez, nem será a última, que Romildo Bolzan Jr. e Marcelo Medeiros, dirigentes que não guardam ressentimentos de nenhuma ordem, provocam espanto nos fanáticos fundamentalistas para quem Inter e Grêmio devem viver em guerra constante.
Mais do que um gesto de solidariedade, a união neste momento demonstra piedade, compaixão. Medeiros e Bolzan Júnior cabem bem na grandeza dos clubes que comandam. E vice-versa.
Inter & Grêmio X coronavírus
Só a tragédia une e logo acrescento: só a tragédia com morte. Não há nisto uma verdade exagerada.
