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O Inter está sendo atropelado pelo tempo.
Precisa se recuperar com urgência da eliminação na Libertadores e estas coisas não se dão num piscar de olhos. A verdade verdadeira é uma só: ou dá a volta por cima já, ou o ano terminará em agosto. Tivesse alguma gordurinha e o empate contra a Ponte não teria consequências. Mas no meio da tabela, 12 pontos atrás do líder e a oito pontos do G-4, somar um mísero pontinho contra um rival modesto, que pouco almeja, só torna o momento mais dramático. Mais grave ainda é que vamos entrar em agosto e minha intuição, baseada em fatos, é que o educadíssimo Aguirre não sabe montar um time quando perde algumas peças titulares. Aguirre escalou Rodrigo Dourado, Anderson, Alex e Eduardo Sasha; Nilmar e Lisandro Lopez contra a Ponte. Anderson não é da segunda função, não pode substituir Aránguiz nem em Campinas nem em Linha Forromeco. Simples: é da terceira ou quarta funções do meio campo. Numa aula de como trocar mal, Aguirre sacou Alex e colocou Nico Freitas. Um armador que ajuda na marcação, que bate bem de longe e que cobra faltas, por um volante. Depois, trocou Anderson por Valdívia. Mais tarde, Nilmar por Vitinho. Como justificar esta salada de frutas?