Por Fabrício Falkowski
O relatório da due diligence, encomendada pela atual gestão e feito pela Ernst & Young, é um tema que transpassará o cenário político colorado pelos próximos meses e anos.
Ontem, o resultado do trabalho foi apresentado aos conselheiros e causou espanto. Os auditores, por exemplo, apontaram o “risco alto de fraude” na contratação de serviços, principalmente de obras.
Também relataram a existência de notas fiscais seriadas, que justificariam gastos, e adiantamentos de vários milhões de reais “forma descontrolada” e “fora do usual”.
Ontem, os conselheiros tiveram acesso a tais revelações, entre outras, que foram disponibilizadas por técnicos da própria empresa de auditoria. Nem o presidente Vitorio Píffero, nem os principais dirigentes da gestão passada, que foi alvo do estudo da Ernst & Young, compareceram ao encontro, que ocorreu ontem à noite no Beira-Rio.
O integrantes da gestão passada, principalmente o ex-presidente Piffero, serão chamados para dar explicações, provavelmente para uma comissão formada por conselheiros, que avaliará os pontos levantados pela empresa de auditoria.
O Inter criou uma comissão especial para avaliar o assunto.
Terá 30 dias para apresentar um relatório.
Será comandada por Amarante.
