O faturamento do Inter em 2010 bateu nos R$ 200 milhões. As categorias de base consumiram R$ 14 milhões, dos quais R$ 7,2 milhões foram destinados ao Inter B. A base consumiu 7% do faturamento total e o Inter B, 3,5% (arredondando). Em fevereiro deste ano, Siegmann desmontou o time B depois de uma derrota nos pênaltis para o Cruzeiro pelo regional.
Na época, Piffero lamentou tal decisão. Segundo ele, o Inter estava matando a galinha dos ovos de ouro. Fernando Carvalho também ficou desapontado. Com a saída de Siegmann, o Inter reabilita o Inter B com outro nome, categoria Sub-23. Até já repatriou alguns jogadores que Siegmann havia dispensado.
Siegmann se orgulhava de ter baixado em R$ 1 milhão/mês os gastos com o fim do Inter B. Integrante da atual diretoria diz que não é bem assim, que a redução ficou nos R$ 200 mil/mês porque o clube seguia pagando metade do salário de muitos atletas dispensados.
Piffero me telefonou após o desmonte dizendo que só com a venda de Damião o Inter cobriria todos os custos do Inter B. Na época, Damião não estava tão valorizado. Anápio também pensa como Piffero: o Inter B é fundamental para a sobrevivência financeira do clube.
