Hiltor Mombach

Inter, bombeiros e incendiários

Em campo, o time não encaixa. Fora de campo, é um desencaixe político como jamais visto na instituição

Alessandro Barcellos, presidente do Inter
Alessandro Barcellos, presidente do Inter Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

É mais do que possível, é provável, que o Conselho Deliberativo do Inter, comandando por Sérgio Juchem, crie uma comissão para avaliar a troca de mensagens entre o presidente Barcellos e o secretário geral do clube, Flávio Ordoque, com o advogado Mateus Marques.

Após o vazamento, Ordoque pediu demissão.

O assunto está nas mãos do Conselho Fiscal, que tem como presidente, José Alfredo Amarante.

Há uma clara divisão de opiniões sobre onde o caso poderá desaguar. Os bombeiros garantem que não haverá a intervenção do Ministério Público nem sanções.

Não consta no estatuto do Inter a possibilidade de impeachment.

Já os incendiários lembram que, quando estourou o escândalo da gestão Piffero, também era quase unânime a opinião de que o Ministério Público não faria intervenção.

Fez.

O caso Piffero estourou quando ele não era mais presidente.

Medeiros tocava o clube.

Agora é diferente. Até que ponto isto influenciará no mandato que vai até o final de 2023 é uma incógnita.

Em campo, o time não encaixa. Fora de campo, é um desencaixe político como jamais visto na instituição.