Inter covarde?
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Inter covarde?

Não cabe a acusação de que o time foi covarde e aqui não se trata de injustiça, mas de cegueira.

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Sigo a trilha da coluna de ontem, assinada pelo companheiro Carlos Corrêa, para cometer uma verdade verdadeira absoluta: não há justiça ou injustiça quando o assunto é futebol.
Há tão somente o resultado.
Simple assim.
Ou complexo assim.
Lembro de ter lido mais ou menos a seguinte frase de um colunista brasileiro quando da decisão do Mundial Interclubes de 2006 entre o favoritaço Barcelona e o Inter:
“Que vença o pior”.
Na semifinal o Inter havia passado raspando pelo Al Ahly fazendo 2 a 1 enquanto o Barcelona deu aula de como se joga futebol no América do México goleando por 4 a 0.  
Talvez o colunista pudesse ter sido condescendente, trocando “que vença o pior” por “que a zebra desfile no estádio de Yokohama”.
A cara de Ronaldinho no gol mais do que improvável do reserva Gabiru é de quem está dizendo para si mesmo “isto não pode estar acontecendo”. Aconteceu. 
Aqui reside a magia: não há jogo jogado.
Um Furacão passou na vida do Inter.
Vida que segue.
Porém não cabe a acusação de que o time foi covarde e aqui não se trata de injustiça, mas de cegueira.