Não será mais preciso constranger os dirigentes de futebol perguntando se os salários estão em dia. Nem sobre a dívida total do clube a curto ou longo prazo.
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) divulga em seu site como estava a situação em 30 de junho de 2026.
Os números vão sendo atualizados de três em três meses. Está tudo lá.
Grêmio e Internacional aparecem “em atraso” com “salários de atletas e funcionários, transferências para outros clubes e atletas e impostos para o poder público”.
Os dois usam como recuperação um “plano de credores”.
Estamos em outubro.
É possível, mas não provável, que Grêmio e Inter tenham quitado alguma conta.
Treze (13) de 20 clubes da Série A declararam alguma dívida em atraso.
Dez (10) estão em recuperação judicial ou em plano de pagamento de credores.
A curto prazo (em geral vence em até 12 meses) o Inter deve R$ 554 milhões e o Grêmio R$ 451 milhões.
Como pagar com os juros comendo solto?
A soma das dívidas dos clubes da primeira divisão é de R$ 22,08 bilhões, enquanto as equipes da Série B devem R$ 2,92 bilhões.
DÍVIDA
Corinthians: R$ 2,76 bilhões
Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões
São Paulo: R$ 2,45 bilhões
Botafogo: R$ 2,01 bilhões
Palmeiras: R$ 1,58 bilhões
Cruzeiro: R$ 1,36 bilhão
Internacional: R$ 1,27 bilhão
Flamengo: R$ 1,26 bilhão
Santos: R$ 1,23 bilhão
Vasco: R$ 1,10 bilhão
Fluminense: R$ 1,04 bilhão
Grêmio: R$ 936 milhões
Bragantino: R$ 772 milhões
Sport: R$ 422 milhões
Vitória: R$ 408 milhões
Bahia: R$ 407 milhões
Athletico: R$ 405 milhões
Náutico: R$ 292 milhões
Fortaleza: R$ 291 milhões
América-MG: R$ 283 milhões
Avaí: R$ 268 milhões
Ponte Preta: R$ 240 milhões
Ceará: R$ 217 milhões
Coritiba: R$ 185 milhões
Vila Nova: R$ 175 milhões
Chapecoense: R$ 174 milhões
Novorizontino: R$ 167 milhões
Goiás: R$ 114 milhões
Botafogo-SP: R$ 89 milhões
São Bernardo: R$ 77 milhões
Athletic: R$ 72 milhões
Londrina: R$ 60 milhões
Atlético-GO: R$ 42 milhões
Cuiabá: R$ 40 milhões
Remo: R$ 37 milhões
Criciúma: R$ 37 milhões
Juventude: R$ 29 milhões
Mirassol: R$ 11 milhões
Operário-PR: R$ 4,2 milhões
CRB: R$ 900 mil
