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O Inter tem um passivo de R$ 226 milhões que precisa ser quitado até o final da gestão Piffero. Boa parte desta dívida, cerca de R$ 80 milhões, está ligada ao dólar, moeda que vem sofrendo variação cambial. No começo do ano o dólar estava a R$ 2,90 e agora bate nos R$ 3,30. Parte dos R$ 44 milhões que a atual gestão tomará emprestado é para negociar com os credores (Scocco, Forlán, empresários...) em dólar, tentando pagar com valores de janeiro. Se a alta de uma moeda é ruim para quem paga, ajuda quem recebe. Em caso de venda de um jogador, por exemplo. Caso negocie Aránguiz, o Inter receberá em euros, cotado em R$ 3,70. O Inter ficará com 50% do dinheiro em caso de venda de Aránguiz. Os outros 50% são do empresário Sonda. É certo que o clube terá que negociar um jogador pelo menos. A folha salarial está batendo nos R$ 10 milhões. O clube já está atrasando o pagamento de fornecedores.