Hiltor Mombach

Inter e AG, mais bastidores

Inter e Andrade Gutierrez assinam hoje, finalmente, o contrato para reforma do Beira-Rio. Mais informações dos bastidores desta arrastada negociação.
Quinta-feira, 15. O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, telefona para o prefeito Fortunati. Era decisivo que a AG fosse autorizada a levantar torres no terreno anexo ao Beira-Rio, aumentando sua área de construção. Isto não constava no contrato original. Ouviu que tal decisão demandava um estudo.
Na verdade, Fortunati já tinha resposta da procuradoria ser complicado a construção de torres ali. Havia encaminhado estudo depois que a Nex Group entrou na negociação de reforma do Beira-Rio com a intenção de construir torres no local.
Na sexta-feira a AG chegou a ser descartada diante da intransigência em assinar e a Nex passou a ser os planos B e B1. Pelo plano B1 faria a reforma com menos recursos, atendendo às exigências mínimas da Fifa. Caso tudo falhasse, havia um plano C, levar os jogos da para a Arena. Uma comitiva de políticos invadiria a Fifa se isto fosse preciso. A ordem era não perder a Copa, pois isto significaria perder todos os benefícios que o evento traria para a cidade, entre eles as obras no aeroporto Salgado Filho.
O que teria levado a Andrade Gutierrez a assinar o contrato quando tudo pendia para a Nex Group? Há quem entenda que a aprovação de construção de torres no terreno anexo tenha que passar pelo Conselho Deliberativo do clube, e neste caso, haveria uma promessa de que a AG será a escolhida.