Hiltor Mombach

Inter e Grêmio: o sono dos gigantes

Há verdades que vão e vêm. São verdades momentâneas.

Há verdades que vão e vêm.
 São verdades momentâneas.
 Vamos aos fatos.
O amigo já ouviu dizer que quatro estados dominam o futebol tupiniquim: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
 Estamos diante de uma falsa verdade.
Pontualmente, não temos hoje o nosso grande time. 
Nossos gigantes andam adormecidos.
 Falo de Inter e Grêmio.
Saio do mapa gaúcho e invado o mineiro. 
Lá está o Galo, de penacho eriçado, dono absoluto do rinhadeiro.
No Rio, nos deparamos com o bicampeão do Brasileiro, o Flamengo, não tão flamante como em 2019, mas ainda poderoso.
São Paulo abriga o dono da América do Sul, o Palmeiras. 
Mesmo os desavisados percebem uma falsa semelhança entre o futebol praticado por Galo, Flamengo e Palmeiras e aquele jogado por Inter e Grêmio. 
De comum, apenas a bola.
Padeço de temores confessos.
 O saudoso Milton Ferretti Jung seguidamente cometia a seguinte frase:
“Quem muito se abaixa, os fundilhos lhe aparecem”. 
Meu temor é que nossos gigantes demorem para despertar deste sono profundo.