Hiltor Mombach

Inter e Guerrero: rescisão amigável?

Este blogueiro foi ouvir advogados que entendem de Justiça Desportiva.
Enquanto espera manifestação do Jurídico do Inter.
Que só falará depois de ser comunicado oficialmente.
Assunto: Guerrero.
Uma decisão da Justiça da Suíça revogou o efeito suspensivo que liberava o peruano a entrar em campo. Só poderá jogar em abril de 2019.
Oito meses parado, portanto.
De um deles ouvi a sugestão de que o Inter deveria tentar uma rescisão amigável com Guerrero, que tem contrato de três anos.
Com ficará parado oito meses, o contrato passa a ser de três anos e oito meses.
Não há problema quanto aos investidores.
O clube tomou dinheiro emprestado e terá que pagar.
Aos 34 anos Guerrero não tem valor para venda, no caso o investidor ficando com um percentual.
Dois dos advogados ouvidos não recomendariam a contratação nestas circunstâcias.
Há ainda uma questão social.
O Inter está vendendo camisetas e promovendo um jogador supenso provisoriamente por 30 dias pela Comissão Disciplinar da Fifa em novembro de 2017.
Deu positivo em exame antidoping após a partida contra a Argentina, em 5 de outubro, pelas Eliminatórias da Copa.
Em dezembro, a Fifa anunciou uma punição de um ano pelo uso do estimulante bencoliecgonina, um metabólito de cocaína.
A Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional é a mais antiga das fundações ligadas a clubes de futebol do mundo.
Promove ações de estímulo à cultura, à educação e ao esporte para crianças, adolescentes e seus familiares. Os advogados ouvidos não sabem com certeza se o Inter não pagará salários pelos oito meses de punição.
Mas acham que não pagará.
Ficariam surpresos se isto não constar no contrato.
Enfim, um mico quando o time está em alta.
Pergunta: o fator Guerrero poderá influenciar negativamente na campanha do Inter no Brasileiro? São poucas as chances do quadro ser revertido.
Uma delas seria os advogados do atacante provarem que outros jogadores foram absolvidos ou tiveram menos em casos idênticos.