Hiltor Mombach

Inter e o mais do mesmo

Argel escalou doze jogadores do meio para frente no Gauchão: Anderson, Andrigo, Marquinhos, D’Alessandro (um jogo), Alex, Vitinho, Sasha, Bruno Baio, Aylon, Gustavo Ferrareis, Yan Petter e Alisson Farias.
Com este grupo Argel montou quase todos os pares possíveis e imagináveis.

A maioria destes jogadores é mais do mesmo: sai um e entra outro e nada muda.
O Inter empilhou meio-atacantes.

Há dez meses, Aguirre podia montar um time do meio para frente com Valdívia, D’Alessandro; Nilmar e Lisandro López. Valdívia está no Beira-Rio e se recupera de uma lesão.
Valdívia é meia-atacante porém com uma característica diferente: a velocidade e a coragem de encarar os zagueiros rivais. D’Alessandro é D’Alessandro, um armador extraclasse. Nilmar e Lisandro López se completavam como atacante e centroavante. Com eles o time foi para as semifinais da Libertadores de 2015.
Diante do mais do mesmo Argel deveria ter mantido Alex no time. Ele entrou no lugar de D’Alessandro na estreia do Inter contra o Zequinha e nas três partidas subseqüentes. Foi para a reserva, entrou aqui e ali, e sumiu até do banco.
Para agravar, não vieram os reforços. E olha que havia tempo!