Hiltor Mombach

Inter empilha meio-atacante e atacante para privilegiar esquema defensivo

Nos 11 jogos oficiais da temporada (oito pelo Gauchão e três pela Libertadores) Diego Aguirre começou com seis duplas diferentes de zagueiros: Ernando e Paulão, Alan Costa e Réver, Alan e Ernando, Paulão e Réver, Juan e Réver e Paulão e Juan. Pretender entrosamento é uma insanidade.
Para arrumar o setor defensivo, Aguirre pode mudar o esquema, adotando o 3-5-2.
Pior do que jogar com dois zagueiros desentrosados é jogar com três zagueiros desentrosados.
Se der certo contra o Aimoré, em casa, pelo regional, não estará provado que dará certo contra o Emelec, fora, pela Libertadores.
Pergunta: no 3-5-2 os laterais Léo e Fabrício virarão alas?
O Inter teria identificado que o furo não está na lateral esquerda com Fabrício.
Se usado, o 3-5-2 favorece o esquema com jogadores defensivos em detrimento dos ofensivos, um setor que já estava congestionado e que mais recebeu reforços.
Reforços caros, diga-se.
Em que setor o Inter possui os melhores jogadores e gasta uma verdadeira fortuna?
Do meio para frente, e aqui falo em meia-atacante e atacante.
Não tem nenhuma lógica um esquema com três zagueiros, dois laterais, dois volantes, um armador e dois atacantes.