Sem querer querendo a montagem do Inter para encarar a Chapecoense espelhou-se no Grêmio.
Vetado, D’Alessandro não jogou.
Quem seria seu substituto para manter o esquema com um armador? Camilo. Foi preterido.
Os volantes Rodrigo Dourado e Edenílson são os equivalentes, no papel, a Arthur e Michel.
O atacante Lucca, vindo de trás e também servindo os companheiros, teve a sua noite de Luan. Saiu-se bem na função.
O volante Patrick atuou como terceiro homem do meio de campo, feito Ramiro, só que mais pela esquerda.
O atacante William Pottker, com suas arrancadas pela direita, lembrou outro atacante, Éverton, este pelo lado esquerdo.
Damião foi Damião, um Jael ou André, como quiserem.
A primeira goleada do Inter no Brasileiro aconteceu sem a escalação de um armador convencional.
No empate no Gre-Nal o time também não teve um armador. Nestas duas partidas não levou gol.
Nenhuma equipe pode prescindir de D’Alessandro, da sua técnica refinada, experiência e liderança.
Mas o técnico Odair pode ter encontrado uma forma de atuar quando o meia estiver ausente.
Sem um armador, armador. Como o rival a Arena.
