Hiltor Mombach

Inter, fim da ilusão

No primeiro ano do novo Beira-Rio o Inter não estará disputando a Libertadores.
Nem o colorado mais otimista acha que ainda há chance via Campeonato Brasileiro, onde o time agoniza vai tempo pelo meio da tabela.
Difícil calcular quanto o clube deixará de arrecadar, pois a Libertadores é uma verdadeira locomotiva quando se trata de manter ou atrair sócios e vender suítes, além das premiações e de deixar uma bilheteria gorda.
Com a eliminação da Copa do Brasil evaporou-se a ilusão dos colorados de que de quatro em quatro anos o clube atingiria o pináculo, baseado nas conquistas de 2006 e 2010 (ano também marcado pelo fracasso contra o Mazembe).
Em 2014 o Inter verá a Libertadores com olhos de secador do Grêmio.
Melancólico, mas verdadeiro.
Nem o título regional tira desta gestão o rótulo de pífia este ano.
Só a desculpa de uma temporada atípica, de um clube nômade, dividido entre Novo Hamburgo e Caxias, não aplaca a retumbância do fracasso de um time cuja folha bate nos R$ 10 milhões/mês.