Inter teve uma receita bruta de R$ 292 milhões em 2016.
O Grêmio de R$ 342 milhões (incluindo as luvas da TV de R$ 100 milhões).
O Inter apresentou um déficit de R$ 19 milhões no primeiro semestre deste ano.
O défict do Grêmio não divulgou os números, mas ficará nos R$ 16 milhões.
Estima-se que até o final do ano o déficit do Grêmio ultrapassará os R$ 60 milhões.
O plano orçamentário do Inter prevê um défict de 28,5 milhões.
Plano orçamentários quase nunca são cumpridos.
Assim como muitos outros clubes, Grêmio e Inter tiveram benefícios ao entrar no Profut.
O saldo de dezembro/16 foi parcelado em 19 anos, com correção pelo CDI estimado de 10% ao ano, além de redução no endividamento que no Grêmio bateu nos R$ 50 milhões e no Inter passou dos R$ 60 milhões. Artigo 4º do Profut.
“Para que as entidades mantenham-se no Profut, serão exigidas as seguintes condições...Redução do déficit ou prejuízo, nos seguintes prazos:
a) a partir de 1º de janeiro de 2017, para até dez por cento de sua receita bruta apurada no ano anterior”.
O clube que perder o Profut poderá ser tornar insolúvel, embora minha dúvida se acontecerá qualquer punição.
Quando o assunto é futebol, as leis no Brasil existem para serem dribladas.
A coluna de abertura explica porque o Grêmio precisa vender Luan ou qualquer outro jogador. Para não estourar o limite de 10% permitido pelo Profut.
Terá que apresentar um déficit não superior a R$ 34 milhões ao final do ano. Informação: de julho até dezembro o clube terá um prejuízo mensal de R$ 8 milhões. São R$ 48 milhões.
