O contratos de televisão aplicados nesta temporada apontaram um sistema de divisão das cotas na TV mais equilibrado...no papel.
A Globo pagou 40% de forma igualitária, 30% por exibição de jogo na TV Aberta, e outros 30% por posição no campeonato.
No papel, porque o pay-per-view acabou gerando um abismo entre Flamengo, Corinthians e os demais.
Os valores do pay-per-view são imprecisos, mas apontam que o líder em número de torcedores no país, com uma fatia de 18,9%, o Flamengo teria abocanhado R$ 122,9 milhões com o pay-per-view.
Em segundo, o Corinthians, com 12,2%, R$ 79,3 milhões.
Há um movimento de dirigentes para aumentar a cota igualitária de 40% (R$ 440 milhões) para 50% do valor total distribuído pela TV.
Vale lembrar que a TV se baseia em pesquisas sobre o tamanho das torcidas no país para definir os valores a serem pagos.
Os dados apenas são repassados aos clubes.
O Brasileiro só terá cotas mais igualitárias se, unidos, os dirigentes (maioria) fincarem pé na redução drástica do percentual (30%) que cabe hoje para a audiência, o pay-per-view.
Há um critério mais justo e confiável de distribuição, o técnico, a classificação.
Não é aceitável que Grêmio e Inter, para ficar apenas nos dois, recebam um terço ou menos do que o Flamengo neste quesito.
Inter, Grêmio e o abismo do pay-per-view
Não é aceitável que Grêmio e Inter recebam um terço ou menos do que o Flamengo
