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Vai algum tempo o blogueiro Emerson Gonçalves, que assina o Olhar Crônico Esportivo, escreveu uma coluna que levou o título “as maiores folhas de pagamento e os resultados nos gramados”. Trecho. “Um trabalho já famoso entre o pessoal que gosta de futebol e economia mostrou uma estreita relação entre o valor da folha de pagamentos e os resultados nos gramados…ingleses. Refiro-me ao estudo feito por Simon Kuper e Stefan Szymanski, autores do livro “Soccernomics” e de inúmeros outros estudos abordando o nobre espore bretão que consagrou Jean-Marc Bosman (se bem que não pela bola que ele jogava). Os autores analisaram dez temporadas da antiga Liga Inglesa (90/91 e 91/92) e Premier League (1992 a 1999), e concluíram que, considerando um período mais dilatado, os clubes que detinham as maiores folhas de pagamento eram os que mais vezes ganhavam ou faziam parte do grupo de ponteiros da competição. Três clubes se destacam no cenário nacional de imediato, ao olharmos o tamanho – ou o valor – de suas folhas: Corinthians, Inter e São Paulo. Os três fecharam 2011 contabilizando gastos que praticamente ou quase bateram nos R$ 100 milhões”. O quadro dos campeões do Brasileiro por pontos corridos escancara aquilo que parece óbvio. Quem levou a taça tinha ou estava entre as maiores folhas de pagamento. O São Paulo foi tri e Corinthians e Fluminense bi. Talvez Emerson Gonçalves pudesse ter citado outro tri, o Cruzeiro, como um dos campeões de gastos com o futebol. O Grêmio não aparece na lista. Com a quebra da ISL em 2002, o clube só recentemente terminou de pagar seu condomínio de credores para entrar em outra crise financeira. A parceria com a OAS retira do clube toda a renda de bilheteria e reduz sua oportunidade de aumentar o quadro social. O Inter é a exceção à regra. Teve dinheiro suficiente para montar equipes caras, figurou e figura entre as maiores folhas salariais do país, foi apontado como favorito para conquistar várias edições do Brasileiro por pontos corridos, mas nas 12 edições teve que contentar-se com vices-campeonatos. Por outro lado, empilhou conquistas internacionais (sete) entre elas duas Libertadores, um Mundial Interclubes (duas participações), duas Recopas e uma Sul-americana. O investimento no futebol não deu taças nacionais, mas colocou o clube entre os grandes internacionalmente. O quadro também mostra claramente os altos e baixos dos campeões. Só o São Paulo não esteve perto do rebaixamento desde 2003, sendo que o Corinthians caiu. O Cruzeiro quase foi para a Série B em 2011 para, depois, ganhar em 2013 e 2014. O Flu quase caiu em 2009 e ganhou em 2010.