Hiltor Mombach

Inter, Grêmio e as torcidas

Vejam a curva do Grêmio. Em 2018 tinha 4,2% de preferência. Em 2020 saltou para 5,1% e em 2021 recuou para 4,7%

O "Relatório Convocados | XP: Finanças, História e Mercado do Futebol Brasileiro" de 2023 trazia uma pesquisa da Sport Track sobre as maiores torcidas do país. Trechos.
“O Palmeiras tem um comportamento interessante: há supostamente uma queda de torcedores entre 2004 e 2016, quando volta a crescer a torcida, retornando aos níveis pré-2004. Uma explicação é o período com menos conquistas, no qual o torcedor não deixa de torcer, mas perde o senso de pertencimento. A retomada das conquistas reacende o interesse.
Diferente do Vasco, cujo declínio de torcida tem relação com a perda de competitividade, e permanece em queda desde então. Sem conquistas o torcedor histórico se ausenta e não consegue formar sucessores.
Grêmio, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG tem comportamentos semelhantes: torcida oscila de acordo com o desempenho. A escala foi definida para percebermos isso, mas na prática a oscilação gira muito dentro da média, reforçando a ideia de que o desempenho esportivo impacta mais o sentimento que o número de torcedores.”
Aplico os dados do Palmeiras no Inter. Em 2018, o clube tinha 3,1% da preferência. O último grande título havia sido conquistado e 2011 (Recopa) mas em 2016 o time comemorou o hexacampeonato gaúcho. Em 2020 caiu para 3% e em 2021 para 2,9%.. O torcedor vem perdendo o senso de pertencimento.
Vejam a curva do Grêmio. Em 2018 tinha 4,2% de preferência. Em 2020 saltou para 5,1% e em 2021 recuou para 4,7%. Em 2016 o clube conquistou a Copa do Brasil, no ano seguinte o tri da Libertadores e em 2018 a Recopa. Tem dominado o cenário regional. O torcedor vai atrás do desempenho.