INTER, INGRESSOS / AINDA
Caro Hiltor,
Vejo a repercussão do e-mail do teu colorado leitor Jean, que no teu blog publicaste.
E entendo perfeitamente a sua frustração, uma vez que, tal como ele agora, também fiquei sem ingresso para a final da Copa do Brasil ano passado.
No entanto, concebo como infantil o seu comparativo para com os outros torcedores - que, apesar de não serem tão atuantes como ele, estariam tomando o seu precioso lugar no Beira-rio nos grandes jogos.
Moro em Chapecó-SC, a mais ou menos 500 km de POA, e, apesar de não me faltar vontade, só tenho condições de ir ao Gigante em duas ou três partidas por ano. Para isso, no entanto, eu e milhares de outros sócios nessa situação temos o ônus de pagar as mensalidades em dia mês após mês, fazendo uso da carteirinha ou não.
Afinal, o sentido de se associar ao clube – diferentemente do que pensa o Jean, não é só o de receber vantagens, mas também o de contribuir para a sua saúde financeira.
E aí eu pergunto ao Jean: será que eu e esses outros tantos temos menos direito ou interesse do que você de assistirmos ao jogo? Será que, por nos encontrarmos nessa situação, somos menos colorados que você? (você, aliás, que por uma pequena adversidade com o clube, já quis pular fora, mesmo sabendo que 60.000 lugares jamais poderão ser divididos entre 104.000 sócios).
Por fim, no tocante à forma como foram vendidos os ingressos, tenho que lembrar ao Jean que a direção só não divulgou a venda em virtude de anteriores problemas de congestionamento na internet, ao passo em que todos sabiam que a qualquer momento ela seria anunciada. O que, inclusive, foi ótimo, já que os ingressos puderam ser calmamente vendidos durante 9 horas, ao invés das 2 ou 3 de tumulto da final da Copa do Brasil, e em iguais condições para colorados da capital e de fora dela.
Era isso. Forte abraço, Hiltor. Antonio Zanella Neto
