A centenária história do Inter não conhecia contas reprovadas, o time jamais havia sido rebaixado e nem o Ministério Público chamado a investigar.
Tudo aconteceu de uma vez.
Documentos da gestão Piffero serão encaminhados para o Procurador-Geral de Justiça.
É o desdobramento de várias auditorias e relatórios.
O procurador geral de justiça criminal e conselheiro do Inter, Ubaldo Flores, passa a presidir uma comissão que dará prosseguimento aos trabalhos que foram efetuados por Amarante e seus pares. Parte dos documentos, os que sugerem infrações graves (publicados recentemente no meu blogue na íntegra), serão enviados para o MP.
O MP poderá requerer à Justiça a quebra do sigilo bancário e telefônico de pessoas citadas nos relatórios e auditorias realizadas na gestão Piffero, assim como convocar envolvidos e testemunhas.
De Ubaldo Flores sobre quanto tempo isto irá demorar:
“Tem um criminalista francês que dizia: o tempo que passa é a verdade que foge”.
Segundo Ubaldo Flores, é provável que a área de atuação do MP neste caso seja a criminal.
O parecer da Ernst & Young detectou, entre outras coisas, a “inconsistência” em contratos não realizados com cinco empresas do ramo de construção civil, apontando “risco alto de fraude”. No total, foram apontadas 12 infrações.
