Hiltor Mombach

Inter: não é hora de aplicar a “Lei de Gérson”

Inter, Grêmio e Juventude teriam proposto uma série de coisas na reunião do dia 27/05 na sede da CBF. Uma delas, igualdade, inclusive na questão dos mandos de campo.

Inter, Grêmio e Juventude teriam proposto uma série de coisas na reunião do dia 27/05 na sede da CBF.
Uma delas, igualdade, inclusive na questão dos mandos de campo.
A CBF não teria aceito.
Mas o discurso dos gaúchos ficou mantido.
Leio que o Grêmio, que não conseguirá mandar o Gre-Nal do primeiro turno na Arena, queria que o Inter também mandasse o clássico do segundo turno em campo neutro.
Não apenas parece justo.
É justo.
Leio ainda, com espanto, e custo a acreditar, que o Internacional não abre mão do Gre-Nal no Beira-Rio e este fato está irritando, com razão, diretoria do Grêmio.
De um dirigente do Grêmio: "Não é um jogo qualquer.
Trata-se de um ponto de desiquilíbrio.
Pelo menos naquela hora os gaúchos estavam juntos.
Temos que seguir juntos em tudo."
Alô Barcellos!
Nem discute.
Se o caso for assim mesmo como me venderam, bem, aposto como grande parte da torcida colorada é contra fincar pé para jogar o clássico no Beira-Rio.
Aceita a sugestão do Grêmio.
Na década de 80 um jornalista entrevistou um professor que teria citado pela primeira vez o termo "Lei de Gérson".
Significa o desejo que grande parte dos brasileiros tem de levar vantagem em tudo.
Não é hora de tirar vantagem de nada.
E aquela reunião entre o senhor, Barcellos, Guerra e o governador Leite?
E a promessa de solidariedade total neste momento tão doloroso?
Debater local de jogo é perfumaria.
Se der, podem ser dois jogos no Couto Pereira.
Com divisão igual de público.

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