Inter e Grêmio alternam bons e maus momentos em suas histórias centenárias.
Vai algum tempo identifiquei o começo e o fim de algumas eras nos dois clubes, gigantes do futebol brasileiro. Cometi um equívoco.
Escrevi que este novo Grêmio havia começado com a eleição de Koff para presidente e com a vinda de Felipão.
Dei crédito para Odone, que terminou de quitar o condomínio de credores, para Romildo Bolzan, que soube tocar o barco e pacificar a política do clube, para Roger e, obviamente, cobri de louros Renato.
Onde o equívoco? Numa omissão. O recomeço deste Grêmio está na sua torcida, na pressão exercida para quebrar o jejum de títulos, a exigência de retomar os anos dourados, de pelo menos equilibrar uma gangorra que havia colocado o Internacional nas alturas.
Hoje é a gangorra do Inter que se encontra na parte de baixo.
A imensa torcida colorada tem um poder que talvez ela mesmo desconheça. A voz da torcida é a voz do recomeço. Neste sábado é dia de lotar o Beira-Rio e emprestar não aos jogadores, passageiros, mas à instituição, solidariedade, carinho, reverência.
Tudo em forma de incentivo, aplauso.
Qualquer que seja o resultado.
A gestão Medeiros enfrentou com coragem o desafio inédito de tirar o Inter da funesta Série B.
Poderia ter sido melhor?
Sim.
Mas este colunista, conhecedor dos números, da dificuldade de pagar salários em dia sem vender jogador, pois mesmo os melhores desaparecem do mercado na Segundona, da falta de receita com um clube quase escondido na Série B, tem o dever de dar com cumprida a missão do primeiro ano de gestão.
Um novo ano surge.
Começa hoje. O melhor presente que o Inter pode receber neste Natal é o apoio irrestrito de quem o ama.
Todos ao Beira-Rio.
