Hiltor Mombach

Inter: o primeiro diagnóstico dos socorristas

Os socorristas ainda estão apalpando o paciente.
O primeiro diagnóstico, um tanto precoce, é de que tem cura.

O grupo de jogadores do Inter quer vencer, mas não sabe como. Trata-se de um time destreinado, perdido em cinco imensos saaras de nada.
Este diagnóstico eu havia feito vai tempo.

Quem vê uma vaca em cima de um poste sabe que a vaca está lá. Como a vaca chegou lá são outros quinhentos. O Inter era a vaca no poste.
Eu não conseguia explicar aquele Inter que esteve na ponta da tabela do Brasileiro.
Este que despenca, eu entendo.

Até os quero-queros sabiam, e os socorristas apenas confirmaram, de que o Inter não tem substituto para o lateral William e que não há uma dupla de zagueiros confiáveis.
Eduardo, aquele que estava no Náutico, pode ser a novidade contra a Chapecoense.

Os socorristas avaliam se Seijas pode ser o terceiro homem, jogando na frente dos dois volantes, pois volantes só há dois, já que Rodrigo Dourado está na Seleção e Anselmo machucado.
Já concluíram que Nico López é atacante e que pode começar a partida ao lado de um centroavante, Ariel.
Os socorristas são Fernando Carvalho, Ibsen Pinheiro, Roth e Chumbinho. A missão é afastar o Inter da zona da degola.