Hiltor Mombach

Inter perdeu uma raridade

Inter perdeu uma raridade

Sandro não era um jogador badalado. A importância dele no time era reconhecida pela grande maioria, mas eram poucos os que o enxergavam como diferenciado. Tinha até mais mais torcedor que questionava o futebol do jovem dos que o tratavam como raridade.
E foi por uma ironia do destino que Sandro ganhou a confiança total da nação colorada e chegou ao ápice no clube. A venda milionária para o Tothenha da Inglaterra. Até o anúncio daquela venda o Sandro era visto como um cumpridor de tarefas da meia cancha, nada muito além disso. E partir dali pairou uma enorme desconfinaça, desencadeada principalmente pela grande mídia do estado do Rio Grande do Sul, de que Sandro poderia fazer corpo mole.
O início daquele ciclo foi terrível, era uma provação a cada jogo. Não existia o direito de errar, qualquer erro mínimo e vinha alguém para dizer que ele estava com a cabeça em Londres, muito embora o jogador seguidamente reitasse que estava focado no Internacional e que pretendia sair com a faixa de campeão da Libetadores no peito. Era uma pressão desumana em cima de um jovem de 20 para 21 anos de idade, pré-julgado sem direito de defesa.
Os jogos foram acontecendo e Sandro, como todo grande jogador, foi crescendo ainda mais em meio a toda aquela adversidade. As colunas e fóruns de redes sociais que antes destacavam um jogador com cabeça distante, passaram a exaltar o seu profissionalismo, foco, dedicação. Por si só este fato já foi uma vitória para o jogador.

Entretanto o destino lhe reservou mais, merecidamente. No jogo pelas quartas de finais contra o São Paulo no Beira Rio ele mudou de patamar no conceito da imensa maioria dos torcedores colorados, inclusive daqueles que tinhas restrições ao seu futebol.
Naquela partida Sandro ficou com a imcumbência de marcar nada mais nada menos do que o maior ídolo da história recente do Internacioal, Fernandão. Todos os olhos estavam voltados para o capitão do Inter no Mundial de 2006, que pelo Brasileirão 2010 já havia marcado um gol pelo São Paulo dentro do Beira Rio. Obviamente que existia um enorme temor dos colorados uma eliminação com marca do Fernandão.
Os holofotes voltados para o F9 acabaram dando notoriedade a Sandro. O centro médio ganhou todos as jogadas por cima, todas as jogadas por baixo, todas as divididas enfim, o mineiro amassou Fernandão dentro do templo que o consagrou. A torcida se rendeu ao volante.
E o garoto, como disserá que desejava em todas as entrevistas pós venda, saiu de Porto Alegre com a faixa de Campeão das Américas. E como plus, nome certo para a renovação da Seleção Brasileira.
Hoje pode-se afirmar que Sandro é um jogador diferenciado para a posição. Muitos contestarão, mas é inegável que se conta nos dedos no futebol mundial os jogadores que reunem tantas qualidades técnicas e físícas jogando de volante. Trata-se de um jogador de aultura privilégiada(1,86m), serenidade, seriedade, muita imposição física, alta capacicade de recuperação, enorme capacidade de marcação, boa bola aérea, bom passe, bastante mobilidade e que de vez em quando deixa sua marca nas redes adversárias.
Atulamente o Internacional padece tentando encaixar na posição um jogador que supra minimamente a saída de Sandro. Defensivamente o time caiu muito. É facilmente explicável. Sandro era uma parede, dificilmente a bola passava pela cabeça de área colorada. O que possibilitava e dava ao time volume de jogo. Glaydson, Mathias e Derley não são mau jogadores, tampouco extraordinários. Eventualemnte um deles pode se tornar o titular absoluto, mas certamente a torcida de sempre vai fazer o camparativo como fazia de sandro com o Edinho e como faz de Nilmar com Alecsandro. Faz parte. O fato é que para substituir Sandro a altura somente se vir algum jogador de fora do país ou surgir alguém da base. Atuando no Brasil não tem ninguém. O nome de Lucas Leiva, do Liverpool, já foi ventilado algumas vezes, esse sim poderia ser a solução. Seria uma grande sacada da direção.
Fabrício Marques- Rio Grande