Este blogueiro conversou com importante conselheiro do Inter, ex-dirigente em administrações anteriores e que conhece profundamente o clube.
Ele pediu que o nome ficasse em sigilo.
Assunto: as 300 páginas do relatório preparado pelos técnicos da Ernst & Young.
O assunto foi relevado com exclusividade pelo repórter Fabrício Falkowski no Correio do Povo.
Perguntei se ele havia recebido o relatório.
Resposta: não.
Se conhecia detalhes do relatório através de outros conselheiros.
Resposta: sim.
Se ele acha possível que o relatório não seja lido no Conselho;
"Não acho isto possível.
O relatório obrigatoriamente terá que ser lido e votado."
Lembrei que em 2011, na gestão do presidente Giovanni Luigi, ficou estabelecido que a minuta do contrato com a Andrade Gutierrez para reforma do Beira-Rio, com 70 páginas, teria cláusula de confidencialidade e que os conselheiros só teriam acesso a ele em uma sala no Beira-Rio.
"Não concordaria com isto. São fatos diferentes.
O relatório tem que ser enviado a todos os conselheiros.
Eu preciso estudar bem para pode votar."
Disse que poderia ser proposta uma investigação em outras gestões, com a exigência de relatórios como o elaborado agora pela Ernst & Young.
A resposta surpreendeu.
"Já existe nos bastidores a especulação de que poderão pedir revisão nas contas das gestões a partir do anos 2000.
Acho certo. Tem que ser assim."
Entre as revelações apresentadas, consta o pagamento de mais de R$ 9 milhões para cinco empresas de construção civil entre janeiro de 2015 e dezembro de 2106.
Perguntei se ele acha possível o Inter ter gasto R$ 9 milhões em obras em dois anos.
"Não.
Algumas obras foram feitas com parcerias de empresas.
Se tivesse sido feita a manutenção da cobertura, com nova pintura...
Mas isto não foi feito.
Esta manutenção tem que ser realizada de cinco em cinco anos.
Se tivesse sido construído o CT na Padre Cacique...
Não há nada visível no Beira-Rio que justifique R$ 9 milhões de gastos".
