Hiltor Mombach

Inter, prestação de contas

Não faltou pirotecnia quando da prestação de contas do Inter em 2015. Recupero alguns apontamentos.
Superávit final de R$ 27,5 milhões; redução expressiva do endividamento líquido de curto prazo (dívidas menos recebíveis) na ordem de R$ 46 milhões, resultante da ampliação de créditos de R$ 36,6 milhões e redução de passivos em R$ 9,2 milhões.
Mais: aumento das receitas em todas as áreas, gerando uma receita bruta de R$ 297 milhões e um faturamento bruto de R$ 366 milhões; redução de R$ 30 milhões no custo operacional total das atividades futebol, incluindo remuneração de atletas, que reduziram R$ 9 milhões entre salários e direito de imagem; resultado operacional bruto (receitas das atividades menos custos operacionais) de R$ 64 milhões e operacional líquido positivo de R$ 9,6 milhões.”
No editorial, Vitorio Piffero comemorava: “Todos estes excelentes resultados foram obtidos em meio a uma grande crise de ordem econômica do Brasil, enfrentando-se uma severa turbulência cambial com impacto em vários contratos do clube”.
Talvez a turbulência financeira tenha chegado tarde para o Inter, mas chegou. O balancete do terceiro trimestre (até 30/09) apresenta um déficit de R$ 27,7 milhões.