Hiltor Mombach

Inter, quase e nada. Ou quase nada

Nada se cria, tudo se copia.
Estou copiando eu mesmo.
Vai tempo rotulei o Inter de adverbial: quase finalista da Copa do Brasil em 99, quase campeão nacional em 97, quase campeão do Brasileiro de 2005, quase isto, quase aquilo...
Em 2008 disse que havia deixado de ser o adverbial quase para ser nada:
“Felizes tempos aqueles em que quase era campeão do Brasileiro, em que faltava um pontinho, um golzinho, qualquer unzinho, em que o time nadava e morria na praia: o Inter de 2008 é tão nada que não nada. É tão nada que ocupa uma posição nada no Brasileiro: não está na zona da Libertadores, da Sul-Americana ou entre os rebaixados.
Vejam: o Inter simplesmente não está.”
Minha dúvida é se este Inter de hoje é quase ou nada. Explico.
Quase garantiu vaga nas quartas de final do Gauchão, quase passou para as oitavas da Copa do Brasil, quase empatou contra o Palmeiras, quase ganhou do Cruzeiro...
Quase, quase, quase...
Ontem foi tão nada contra o Flamengo que deu saudades do quase.
O Inter do quase é enganador, posterga mudanças.
De quase em está indo para o rodapé da tabela.
De quase em quase vai empilhando desculpas para tudo seguir mais do mesmo.
O Inter que vi ontem em campo é isto: quase nada.