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O Inter quer mudar. Muito. Pretende reduzir os gastos em 40% nos próximos dois anos. E ter dois bons jogadores para cada função. Bons e razoavelmente baratos. Isto significa abrir mão de estrelas como D’Alessandro e Forlán, de desmontar uma estrutura solidificada desde 2006. Se conseguir manter a folha em R$ 10 milhões nos próximos dois anos será muito. Duvido que se oferecerem Diego, ex-Santos, ou Thiago Neves, ex-Fluminense, o Inter não mantenha o patamar salarial de D’Alessandro caso este seja negociado. Querer, em futebol, não é poder. Não se desmonta uma engrenagem em dois anos. Nem se monta uma nova.