Hiltor Mombach

Inter: rebaixamento seria a última cereja num bolo de cerejas

A jornada deste domingo, quando o Inter entra em campo vivendo o pesadelo de um segundo rebaixamento, precisando ganhar do Bragantino e de resultados paralelos para se manter entre os grandes, começou a ser escrita no longínquo 2020.

Inter encara o Bragantino neste domingo
Inter encara o Bragantino neste domingo Foto : JOTA ERRE/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A jornada deste domingo, quando o Inter entra em campo vivendo o pesadelo de um segundo rebaixamento, precisando ganhar do Bragantino e de resultados paralelos para se manter entre os grandes, começou a ser escrita no longínquo 2020.
O rebaixamento seria a última cereja num bolo de cerejas.
E 15/12/2020 o Correio do Povo publicou uma carta de Alessandro Barcellos. Era o dia da eleição que tornou Barcellos presidente por três anos.
REALIDADE PARALELA
A carta sugeria uma realidade paralela, sonhadora, fantasiosa, desconectada não apenas do Inter, mas do futebol brasileiro, que na época tinha Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro como os bambambãs. Trechos.
“Superar o cenário atual é o nosso propósito e nossa meta. Seremos até o final de 2021 o clube mais moderno da América do Sul e, até 2023, estaremos entre os Top 3 de resultados de campo do Brasil, com equilíbrio econômico e financeiro.
UM TIME AGRESSSIVO
No campo, precisamos ser propositivos. Uma equipe orientada a controlar o jogo, com imposição técnica e proprietária da bola. Que goste de agredir. Sempre tivemos nas categorias de base o talento que ancorou o protagonismo das nossas equipes.
Vamos implementar um eixo de ciência de dados, com modelos inovadores, potencializando os talentos da base e harmonizando com a capacidade de capturar jogadores de alto potencial, antes dos adversários.
Nossas metas são claras para a base: representar 40% da equipe profissional e no mínimo 4 jogadores na equipe titular. A equipe de gestão será voltada a realizar esse projeto.
200 MIL SÓCIOS
Vencer com a identidade e a marca das categorias de base. Na equação financeira, um plano de sócios transformador, com o ambiente e a facilidade para buscar a meta inicial de 200 mil sócios pagantes.
Enfrentar com método e coragem as travas internas na nossa cultura.
Ser o clube mais digital do Brasil e montar uma máquina comercial, levando o Beira Rio a cultura colorada para o sócio. Nos custos, ter método e máxima eficiência, buscando a redução de gastos, em processos firmes que nos permitam explorar no limite cada possibilidade de economia. Nossa paixão não tem mais tempo a perder."
DO SONHO AO PESADELO
A passagem do sonho para o pesadelo foi rápida. No primeiro ano o time não deu título algum. No segundo ano, repetiu o primeiro. No terceiro ano, repetiu os dois anos anteriores. Nem o sonho de um ruralito foi concretizado. Por outro lado, acumulou vexames e decepções.

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