O relatório elaborado pela Comissão de Ética do Grêmio sobre o Caso ISL foi arquivado em 2007 após uma longa reunião.
Foram 115 votos pelo arquivamento contra 89 pela votação imediata.
A maioria optou por não ouvir o conteúdo do documento que tratava da gestão do ex-presidente José Alberto Guerreiro na questão.
O conselheiro Pedro Ruas atuou como relator da comissão de Ética, atuando ao lado de Geraldo Nogueira da Gama, José de Jesus Peixoto Camargo e Omar Selaimen.
Omar renunciou ao Conselho de Ética.
O relatório pedia a exclusão dos ex-dirigentes, José Alberto Machado Guerreiro e Martinho Clóvis de Camelo Faria.
Na hipótese de o processo que corria na Justiça analisando o caso decidisse pela condenação do dirigente, ele seria excluído do quadro social.
Seria. Isto não aconteceu.
Em 2011, os conselheiros (101 x 66) decidiram não reabrir o processo arquivado em 2007.
Guerreiro tinha força política.
O relatório foi divulgado por este colunista.
No primeiro turno da eleição de 2014, em votação no Conselho Deliberativo, Piffero obteve 167 votos (56,6%) e Medeiros 91 (30,8%).
Em 2018, em votação também dentro do CD, a chapa da Situação, com Affatato na cabeça e apoiado por Piffero, obteve 104 votos (36,24%), enquanto Marcelo Medeiros alcançou 146 (50,87%). De Piffero a Affatato, a Situação perdeu em quatro anos 63 votos.
Agora, o relatório da sindicância tirou força para qualquer manobra política.
Não há chance do caso acabar em pizza.
O estatuto prevê exclusão dos envolvidos do quadro social.
E o clube irá buscar ressarcimento financeiros.
