Cometo aqui duas teses.
Não tão malucas assim.
Primeira.
O pênalti cometido infantilmente por Daniel aos 12 minutos do primeiro tempo incendiou o time.
Foi um balde de água fria na torcida e gasolina no fogo da equipe.
Até ali o Inter jogava mal.
É possível que se não levasse o gol não se atirasse ao ataque.
Aos 28min, quando Alan Patrick empatou, o torcedor parou de vaiar Daniel.
Ali começou a simbiose time/torcida.
Aos 31min Edenílson virou.
Aos 37 min Alan Patrick sentiu uma lesão.
Agora a segunda tese.
Se o 2 a 1 bastasse para passar de fase, é possível que Mano Menezes colocasse um volante para segurar o resultado.
Mas não servia.
Precisava de mais um gol para levar para os pênaltis e dois para passar de fase.
Assim, mandou entrar Taison.
Colocou um atacante.
Aos 14min do segundo tempo Alemão fez 3 a 1.
Arrastado pelo torcedor, Mano acreditou que dava para liquidar a fatura sem ir para os pênaltis.
Aos 23min trocou Alemão por outro atacante, David.
Aos 28min Pedro Henrique fez 4 a 1.
Mano não fez trocar para segurar o resultado.
Bustos deu lugar para Kaíque.
Um lateral por um zagueiro.
E Pedro Henrique saiu para entrar Maurício.
Um atacante por um meia-atacante.
Resumo da ópera.
Um gol sofrido aos 12min incendiou o time.
Um gol marcado aos 28min incendiou a torcida.
A obrigação de marcar mais gols não permitiu jogar recuado.
Isto é futebol.
