Trecho da transcrição do que disse um representante da Ernst & Young na reunião do Conselho Deliberativo do Inter de 5 de setembro.
Leandro Bergmann é vice-presidente de finanças na gestão de Marcelo Medeiros.
Sr. Leandro Bergmann: Conselheiros, Conselheiras, boa noite, sócios, sócias, Presidente da Mesa.
Eu vou fazer uma rápida introdução, e depois já passo para o pessoal da EY, que preparou o trabalho.
Eu quero fazer só uma rápida retomada daquele cenário que fizemos aqui no dia 30 de março com relação à situação que a gente encontrou e iniciou o processo de gestão do Clube, e vou trazer alguns slides, muito poucos, só para retomar essa situação lembrando a questão financeira, a gente assumiu o Clube com R$ 25 milhões de operações em atraso, tínhamos aí fornecedores em atraso, tínhamos férias dos atletas, direitos de imagem em atraso, uma situação, do ponto de vista financeiro, bastante crítica.
E isso foi o que trouxemos nessa mesma reunião, e tínhamos um cenário onde o desequilíbrio de receitas correntes operacionais, um déficit mensal, um processo descentralizado de aprovação de despesas e custos, que a própria EY (Ernst & Young) vai estar depois repassando, uma gestão financeira de curtíssimo prazo, olhando, basicamente, ali a realidade do diagnóstico, sem uma estratégia financeira também, e a decisão de custeio e investimento não serem agregados.
Então, a gente misturava o processo de gestão do custeio do Clube com o processo de investimento.
E quando eu falo no investimento, a questão de compra e transação dos atletas, que acabam afetando a nossa realidade financeira.
Apresentamos, nessa ocasião, o que eram as primeiras medidas do ponto de vista de estratégia.
A primeira delas, a execução diagnóstico do Clube por meio da EY, que vai estar aqui sendo exposto, e ressaltando bem o que eu também disse lá, que é um processo de diagnóstico, reforçando o que o Marcelo disse com relação ao Due Diligence, não é um processo que está aprofundando uma investigação de fraude.
Enfim, estamos olhando aqui basicamente uma ferramenta de gestão, olhar a implementação do orçamento base zero dezoito, implantação do PCO e o financiamento adequado à estrutura de capital do Clube.
Então, esse era o cenário que a gente tinha lá em 30 de março, na primeira reunião que fizemos aqui no Conselho.
