O ditado diz que “pau que nasce torto nunca se endireita.” Ou morre torto, como quiserem.
O Inter encerrou seus anos de ouro em 2011 com o bicampeão da Recopa Sul-Americana. Ali a fórmula criada por Fernando Carvalho já havia se esgotado e do triunvirato campeoníssimo Carvalho-Luigi-Piffero havia restado desavenças irreconciliáveis.
Da fórmula que consistia em monitorar e depois contratar jogadores como Oscar e Fred, estar atento ao mercado, mesclar jovens e cascudos, formar atacantes em pencas, vendendo por valores altíssimos, restou uma gestão acomodada, Sondadependente.
“Faz a fama e deita na cama”. Piffero ganhou a eleição de Medeiros, mas seu confronto era pessoal, contra Luigi. Certamente imaginou que o infortúnio jamais bateria à porta de um dirigente Campeão de Tudo.
Deitado em berço esplêndido, primeiro perdeu Abel e depois Tite. Disse que não contrataria um treinador estrangeiro e foi buscar o uruguaio Diego Aguirre.
Ali o Inter já era pau torto. Piffero conseguiu entortá-lo ainda mais. Demitiu Aguirre e escalou o interino Odair Helmann para o sacrifício de comandar o time no Gre-Nal. Resultado: levou acachapantes 5 a 0.
Com a negativa de Muricy Ramalho e Mano Menezes Piffero foi atrás de uma aposta, Argel, que assumiu sob comando de um vice de futebol noviço, Carlos Pellegrini.
Confiou num 5º lugar no Brasileiro para manter Argel em 2016. Para quem queria Tite para começar 2015...Incoerência pouca é bobagem. Argel ganhou o Gauchão graças a um equívoco do Grêmio, que perdeu a vaga na final contra o Juventude por atuar com time misto em Caxias.
O Inter largou bem no Brasileiro, embora tivesse desmontado um time que tinha Aránguiz, D’Alessandro, Nilmar, Lisandro López... A bola pune. Com um time inferior, era a vaca em cima do poste.
Quem vê uma vaca em cima de um poste sabe que a vaca está lá. Como a vaca chegou lá são outros quinhentos. Fui o primeiro a não entender como o Inter conseguia estar na liderança do Brasileiro.
Saiu Argel e, deitado no berço esplêndido que foi a sua primeira gestão, Piffero bancou mais um motivador, Falcão. Este sobrevoou o Beira-Rio por 28 dias e, depois de cinco jogos, nenhuma vitória e 13% de aproveitamento, foi mandado embora. Especula-se que o Inter pagou uma pequena fortuna por período tão curto. Cofre de clube grande é um saco sem fundo.
Saiu Falcão e entrou Celso Roth, blindado por um ícone dos colorados, Fernando Carvalho. Roth é conhecido por dar gás aos times que assume. Gás que vai sumindo rapidamente. Desta vez Roth pegou uma equipe tão sem gás que nem sacudindo saiu alguma coisa. Não esqueçam de Roth herdou um time de Argel e Falcão.
Lisca é a última cartada, uma aposta para três partidas. O andar da carruagem diz que Inter não se salvará pelo Inter. Só haverá salvação se o Vitória for ainda mais incompetente e isto não é de todo impossível. Só o Vitória pode manter o Inter na Série A.
