Ouço de alguém que conhece o riscado que os clubes brasileiros não estão discutindo a criação de uma Liga.
Porque há dois blocos e, por trás, um sócio.
Os blocos são Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e a Liga Forte Futebol do Brasil (LFF).
Uma Liga para ser legitima reuniria todos os clubes e seria soberana, comandada pelas instituições.
Lembrei de ter escutado isto vai tempo de Romildo Bolzan.
Queria uma Liga com todos os clubes, não dividindo recursos com parceiros.
O Clubes dos 13 funcionava assim.
O Inter está ao lado da LFF. Por uma bolada agora, venderia 20% dos seus direitos para um fundo pelos próximos 50 anos.
A direção quer aprovar a toque de caixa o maior negócio da história e que deixaria o clube engatado por cinco décadas.
É incompreensível que se leve um assunto que decidirá os próximos 50 anos sem um profundo debate, com avaliações contábeis e jurídicas de grupos formados pelo Inter e não por análises do maior interessado, o grupo que bancará o negócio.
É espantoso que a direção atual tenha marcado para esta segunda a votação.
Mais espantoso será se houver aprovação.
Vamos ao ranking das maiores torcidas do Brasil:
Flamengo, 21,8%; Corinthians, 15,5%; São Paulo 8,2%; Palmeiras, 7,4%; Vasco, 4,2%; Grêmio, 3,2%; Cruzeiro, 3,1%; Inter, 2,2%; Santos, 2,2% e Atlético-MG, 2,1%. Estão com a Libra: Fla, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Cruzeiro e Santos. Oito dos dez. Oito!
Na hipótese de uma concorrência entre a Libra e a LFF quem venderia seu produto com maior facilidade?
De alguém a gestão passada do Grêmio:
“Um dos motivos que nos levaram a fechar com a Libra foi a parceria”.
Ninguém vai comemorar mais a entrada da grana do que os jogadores.
O mercado vai inflacionar
