Por Fabrício Falkowski
Em não comparecer às convocações do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para esclarecer o caso dos e-mails falsos é uma estratégia de defesa do Inter, ela está se mostrando equivocada até agora.
Pelo menos, na avaliação do auditor Mauro Marcelo, que esteve em Porto Alegre na última quarta-feira para ouvir o ex-presidente Vitorio Piffero, o ex-vice jurídico Giovani Gazem e mais três advogados do clube que trabalharam no processo Victor Ramos.
É a segunda vez que os representantes do Inter não falam quando convocados pela entidade.
Depois de não ser atendido por qual quer um dos cinco convocados — conforme antecipou o CP em sua edição de quarta-feira —, o auditor do STJD voltou para São Paulo e disparou pelas redes sociais:
“‘Playing with fire (brincando com fogo, em uma tradução livre)’.
Em total desrespeito à Justiça Desportiva, os cinco intimados do SCI não compareceram.
Inquérito será concluído sem oitivas”, afirmou Mauro Marcelo via Twitter.
Ele está encarregado pelo STJD para finalizar um inquérito que investiga a falsificação dos e-mails anexados pelos advogados do Inter no processo Victor Ramos.
Ele deve concluir o trabalho nos próximos dias sem a versão dos colorados.
Apesar de não se manifestar publicamente, Mauro Marcelo deverá confirmar que o Inter, no mínimo, utilizou documentos falsos em um processo do STJD.
E apenas isto já é passível de punição.
Com base neste inquérito, o procurador geral do STJD deverá denunciar o Inter.
Então, clube, dirigentes e advogados serão julgados com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva e nos estatutos da Fifa com consequências imprevisíveis.
Nem um novo rebaixamento pode ser descartado neste caso.
