Do site do STJD
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol vai remarcar a oitiva do ex-presidente do Internacional Vitório Piffero e dos advogados que defendem o clube, os quais foram intimados a prestarem esclarecimentos no inquérito que investiga a falsificação/uso de documento falso (e-mails) juntados pelo clube em Notícia de Infração contra o Vitória. As oitivas estavam agendadas para a manhã desta quinta, dia 30 de março, porém em petição encaminhada para o Presidente do inquérito, Auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva, os intimados não compareceram alegando problema de saúde e compromissos profissionais. Ainda não foi definido novo dia e horário para serem ouvidos.
As oitivas serão remarcadas devido a necessidade de esclarecer fatos importantes. Vitório Piffero era o presidente do clube quando o processo foi iniciado no STJD contra uma suposta escalação irregular do atleta Victor Ramos, na época jogador do Vitória.
As oitivas foram agendadas para a data de hoje após Mauro Marcelo ter finalizado a parte investigativa do inquérito e recebido os laudos/pareceres elaborados por peritos de São Paulo e Rio de Janeiro, que comprovaram a falsificação de parte dos e-mails inseridos em processos de interesse do Inter, tais como adulterações de: “forma e conteúdo, subtração de palavras, textos, nomes e frases, além de inserção indevida de palavras, letras e assinaturas, modificações essas de conteúdo capazes de descaracterizar o seu sentido original”.
Ainda não foi agendado novo dia e horário para as oitivas.
Hiltor escreve: o Inter diz que irá provar que não houve falsificação. Mais: ouvi de um advogado de que os documentos que o STJD dizem ser oficiais pioram ainda mais a CBF no caso Victor Ramos.
Mais: que o caso está sendo acompanhando pela OAB do Brasil. Resumindo: é guerra.
Com o Inter enfrentado a CBF esperava-se retaliação.
Do vice-Jurídico do Inter, Gustavo Juchem:
“É incomum o tribunal divulgar provas, ainda mais enquanto esse processo está tramitando. O que incomoda é que ainda não houve o contraditório, o Inter ainda não pôde dar a sua versão.”
Coincidência: o STJD larga a nota cinco dias antes do caso Victor Ramos ser julgado na Suíça.
