Hiltor Mombach

Interior x dupla Gre-Nal: Gauchão escancara abismo financeiro

O futebol do Interior se mantém vivo graças aos abnegados que insistem em manter os estádios abertos

Beira-Rio
Beira-Rio Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O futebol do Interior se mantém vivo graças aos abnegados que insistem em manter os estádios abertos. Um deles é Tato Moreira, presidente do Guarany de Bagé, time que percorrerá quase três mil quilômetros apenas nas seis primeiras rodadas do Campeonato Gaúcho, que começa neste sábado.
Escolhido como melhor dirigente do Gauchão em 2024, Tato Moreira comemora o quarto ano consecutivo na Série A regional, além de estar novamente na Copa do Brasil e jogar o Brasileiro da Série D.
Ele espera dobrar o número de sócios em dia – hoje são mil – e se manter entre os grandes do RS.
Segundo Tato, a folha do Guarany está em R$ 500 mil/mês, média salarial entre R$ 15 e 10 mil.
Ele comemora o fato de a cota de TV ter sido mantida em R$ 950 mil mesmo com a redução de datas (serão apenas 11).
Outra notícia boa: o clube quase não enfrenta questões judiciais motivadas pelo futebol.
No Gauchão do ano passado, o Guarany teve média de 1.342 pagantes e uma renda bruta total de R$ 304 mil. No jogo contra o Internacional, o borderô oficial registrou 3.117 pagantes e renda de R$ 206 mil. Agora, a estreia será em casa, sábado, diante do Monsoon.
No dia 21, a equipe recebe o Grêmio.
É uma luta quase inglória entre os clubes do Interior x dupla Gre-Nal.
Com exceção de Juventude, Caxias e Ypiranga, os demais clubes do Interior têm folha de R$ 500 mil/mês.
Inter e Grêmio têm folhas superiores a R$ 20 milhões.
O maior salário de Inter e Grêmio paga a folha do Caxias, por exemplo.