Não tente fazer do futebol uma ciência exata.
Nem ser coerente.
Muito menos encontrar alguma lógica. Teses bem fundamentadas são pulverizadas em segundos. Argumentos com boa sustentação não se mantêm por 90min.
Vejam.
Praguejei contra o selecionado masculino de futebol depois do empate sem gol contra a África do Sul.
Mas dei como desculpa o nervosismo de uma estreia numa Olimpíada realizada em casa.
E porque os africanos têm alguma tradição.
No 0 a 0 contra o Iraque chutei o balde.
Aquilo não era um mico, mas um gorila.
Nem sabia nem que se jogava bola no Iraque.
Estava contando com uma goleada, algo como 7 a 0.
Então a seleção do dito país do futebol não conseguira marcar um mísero gol em 180min?
Mesmo decepcionado fui ver o jogo contra a Dinamarca.
Aos 25min tive vontade de largar tudo.
O futebol continuava o mesmo, tico-tico e de toque-toque. Veio o primeiro gol, acompanhado de mais três.
Uma goleada com desempenho de luxo.
Agora, estou assim: o Brasil não sofreu um gol sequer, aplicou uma goleada, terminou como líder do grupo e está crescendo.
Com ele, cresceu o meu otimismo.
Fui dos oito aos 80.
Não tente entender.
Isto é futebol.
