Hiltor Mombach

Jargão popular

Jargão popular

Começo de gestão é sempre complicado, mesmo para experientes como Odone e Antônio Vicente Martins. É com o andar da carruagem que as melancias vão se ajeitando. No entanto, não passam despercebido os equívocos cometidos em apenas 36 dias de trabalho.

O caso Ronaldinho ocupou o noticiário nacional durante duas semanas com o Grêmio dando como certo o retorno do filho pródigo. O desfecho todos sabem. O tsunami Ronaldinho trouxe outras consequências. O Grêmio insinuou estar rompendo com a Traffic para voltar atrás. No jargão popular, pediu penico. Mas aí já havia perdido Coates. Poderia citar outros fatos, miudezas se comparados à escancarada queda de braço entre Vicente e Renato.

Renato vivia feliz em paz com Guerra, Duda e Costa. Estava de síndico do Olímpico. Vicente pediu a chave. O jargão popular diz que tudo que começa mal, termina mal. Odone e Vicente não queriam Renato. Cometendo um exagero, se viram forçados a mantê-lo pela estupenda campanha do time no returno do Brasileiro. No jargão popular, tiveram que engolir um sapo.

Ouço aqui e ali gremistas de cabelo em pé com a hipótese de Renato fazer as malas, pegar o boné e voltar para as belezas do Rio de Janeiro. Outros, fazem a seguinte aposta: quem sai primeiro, Renato ou Vicente? Os indicativos são de que o Olímpico é pequeno demais para os dois.