Hiltor Mombach

Jeitinho

Está em debate a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, programa de parcelamento de débitos de times de futebol com a União em troca de novas regras de governança, com previsão até de rebaixamento.
Prevê, entre outras coisas, o parcelamento em até 25 anos dos débitos com a União (INSS, IR, FGTS, Timemania e BC).
O valor da dívida gira em torno de R$ 4 bilhões.
Os clubes já tiveram o Refis e o Timemania para a quitar as dívidas.
Não quitaram.
O Bom Senso FC quer regras claras daqui para frente.
Já a bancada da bola defende um texto frágil.
Enquanto pedem penico, os clubes só fazem gastar mais.
A dívida do Flamengo saltou de R$ 741 milhões em 2012 para R$ 760 milhões em 2013.
A do Vasco, de R$ 660 milhões para quase R$ 700 milhões.
O Santos viu sua dívida crescer em 20% e vai bancar Robinho pela “miséria de” R$ 1 milhão/mês.
Inter e Grêmio estão no mesmo caminho, com folhas de pagamento superior a R$ 7 milhões.
Segundo estudo da BDO, o Corinthians gastou R$ 240 milhões com o futebol em 2013, 6% a mais do que em 2012.
O Inter, R$ 187 milhões (17%) e o Grêmio R$ 161 milhões (20%).
A bolha já estourou, os clubes estão quebrados mas continuam a se endividar.
De Alex, do Bom Senso:
“Não somos contra o refinanciamento.
Agora, tem que ver a contrapartida.
Existiram vários refinanciamentos e as coisas nunca foram resolvidas.
Do jeito que está hoje, é o jeitinho.”