Hiltor Mombach

João Saldanha, Médici, Bolsonaro, Tite e Caboclo

De Saldanha a Tite se vão 50 anos. Há quem diga que a história se repete

Jornalista e treinador, o gaúcho João Saldanha, natural de Alegrete, foi demitido da seleção do Brasil às vésperas da Copa de 1970.
Motivo: não aceitou interferência do regime militar em sua escalação. 
Ficou conhecido como “João Sem-Medo”.
Questionado por um repórter sobre um pedido do general Emílio Garrastazu,  também gaúcho, para convocar o atacante Dadá Maravilha,  Saldanha disparou: 
“Ele escala o ministério, eu convoco a seleção”.
Duas semanas após o atrevimento, foi demitido da Canarinho. 
Entrou Zagallo. 
Ficaram "as feras do Saldanha” tricampeãs do mundo. 
O Campeonato Brasileiro foi criado em 1971, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, que ficou no poder de 1969 a 1974.
É deste período o slogan "onde Arena vai mal... um time no nacional".
Vai algum tempo o blogue do jornalista Guilherme Barros registrou: 
"A construção do estádio do Corinthians pela Odebrecht contará com financiamento do BNDES e isenção fiscal(...). 
O presidente Lula, que também é corintiano, foi o principal articulador do projeto do estádio do time". 
Renato sobre Bolsonaro: 
“Votei nele. É meu presidente.”
Depois da conquista da Copa América, Tite  avisou que não se encontraria com o presidente. 
No meio disto está Caboclo, presidente da CBF, que faz de tudo para se aproximar de Bolsonaro. 
CBF que já teve no poder Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin. 
De Saldanha a Tite se vão 50 anos.
Política e futebol sempre se misturaram.
Há quem diga que a história se repete. 
Se repete mesmo?