Hiltor Mombach

Koff: "Ah! Eu me orgulho muito de ser gremista!"

Será lançado no dia 14 o livro “Fábio André Koff-Memórias e Confidências”.
São depoimentos dados a Paulo Flávio Ledur e Paulo Silvestre Ledur.
A editora é a AGE.
Este blogue está divulgando alguns capítulos.


“O primeiro sentimento que aqui externo é o do orgulho por ter contribuído para que os milhões de torcedores do Grêmio espalhados pelo mundo todo também se emocionassem e se orgulhassem por seu clube do coração ter conquistado o Estado, o País, o Continente e o Mundo. Essas muitas conquistas ficarão gravadas para sempre na memória do clube e na história do futebol mundial...


...Os conselheiros e a torcida do Grêmio me conduziram à Presidência do clube em três ocasiões, em três décadas distintas. Nas duas primeiras, meu trabalho foi brindado com grandes conquistas nacionais e internacionais no campo de jogo. Na última, apesar da boa atuação em diversas competições importantes, não houve conquistas de campo, mas, deixando a modéstia de lado, fora do campo, considero minha ação essencial para o futuro do Grêmio, sendo essa razão de me orgulhar também, e muito, desse período de 2013 e 2014 em qual presidi o clube.


Lamentavelmente, em vez de tratar do que mais gosto, que é tratar das coisas do futebol, neste último período tive que desviar o melhor da minha atenção à questão da Arena, pois o assunto envolvia o bem maior: a saúde e ate mesmo a sobrevivência do Grêmio...


...Eu me orgulho muito por, em determinado momento da renegociação, quando uma atitude mais enérgica se fazia necessária, garantir aos representantes da empreiteira que não sairia do Estádio Olímpico, que não o entregaria enquanto não se firmasse um acordo sobre condições justas de usufruto da Arena por parte do Grêmio.


Eu me orgulho por ter tido a coragem de dizer publicamente que a Arena não era do Grêmio, declaração que me valeu a indisposição de muitos gremistas ilustres e de boa parte dos torcedores, que desconheciam as cláusulas extremamente limitadoras, engessantes e injustas que os contratos originais impunham à administração gremista.


Eu me orgulho muito por ter suportado silenciar e por isso sofrer duras críticas até mesmo de muitos colegas gremistas, tudo em nome do estratégico sigilo necessário para a preservação dos interesses do clube nas longas e desgastantes negociações, em especial considerando que do outro lado do balcão havia uma toda-poderosa empresa familiarizada com esse tipo de assunto e acostumada a sair vitoriosa em seus pleitos...


...Hoje, mais orgulhoso do que nunca, posso garantir à nação tricolor que que são totalmente favoráveis as condições para o clube assumir definitivamente a gestão da Arena, possibilidade, aliás, de que os contratos originais nem cogitavam, tal o grau de submissão imposto....


...Eu me orgulho muito da torcida gremista de todos os cantos do mundo. Garanto que não há outra igual, tão apaixonada pelo clube. É ela o grande diferencial do Grêmio, o que me foi endossado por diversos dirigentes de outros grandes clubes. Eu reverencio a torcida gremista, porque ela garante a imortalidade do clube. Só ela é capaz de soltar o grito de gol antes que este aconteça...


...Para encerrar, um apelo pela união de toda a nação tricolor. Aprendi que a política é indispensável para a boa condução da vida do clube, mas os interesses pessoais e de grupos não podem se sobrepor a esse ideal, sob qualquer hipótese. Com essa torcida, a união dos diversos segmentos e a história que tem, o Grêmio alcançará todas as glórias permitidas apenas para os maiores.


Ah! Eu me orgulho muito de ser gremista!


Viva o Grêmio!”


Fábio André Koff