Hiltor Mombach

Koff e o abandono

Pesa contra Fábio Koff a acusação de ter abandonado o Grêmio nos últimos 16 anos. Poderia dizer que estamos diante de uma verdade sustentada por fatos. Com Koff o Grêmio conquistou duas Libertadores e um Mundial; sem Koff, mergulhou na pior crise da sua história, ganhou as páginas policiais com o caso ISL e foi para a Segunda Divisão, de onde saiu graças a intervenção da gestão de Odone, que não apenas retirou o clube da humilhante posição de rebaixado como devolveu a grandeza institucional com a quitação de dívidas que se arrastavam há anos. Mas a verdade verdadeira não é esta, é outra: Koff jamais abandonou o Grêmio.Carlos Josias, ex-integrante do Conselho de Administração do Grêmio, de relevantes serviços prestados ao clube na área jurídica, registrou não vai tempo em em seu blogue, numa coluna que leva o nome de 2 Toques, uma versão que, se não é nova, coloca os pingos nos is nesta questão: “Fala-se, hoje, muito, que Koff teria abandonado o clube e que agora, às vésperas da Arena, quer retomar. Koff, que inclusive, foi aproximador do negócio Arena. Como já depus minudentemente em outros artigos, a partir da palavra do próprio Odone quando da nossa renovação de mandato em 2007, mesmo no Clube dos 13 auxiliou o Grêmio inúmeras vezes, como em 97 e 98, e em outros tantos episódios, na intermediação de negócios adiantamentos e etc. Não deu publicidade a isto...”