Hiltor Mombach

Koff e o melhor Inter

Trecho da entrevista publicada no Correio do Povo em 13 de agosto de 2017

Fábio Koff em entrevista para Hiltor Mombach e Carlos Corrêa.

“Olha, sou um cara marcado, neurotizado pela equipe do Internacional dos anos 1970. Era uma máquina. Em 1975, o Hélio Dourado assumiu como presidente do Grêmio e me convidou para ser vice de futebol. O Dourado era um cara extraordinário neste aspecto. Ele acreditava nas coisas, era entusiasmado. Me disse: ‘Temos dois anos para retomar o título do Gauchão e cinco para ser campeão do Brasil. E vamos ser’. Ele abraçava de uma maneira a causa, um homem correto, sério. Bem, aquele time do Internacional dos anos 1970, ali em 1975 e 1976 era imbatível. Eu só comparo com o Grêmio de 1983 com o Paulo César Caju, o Mário Sérgio e o Renato. Foram os dois melhores times que vi jogar. Mas o Inter daqueles anos era imbatível. Perdemos para o Internacional pelo Campeonato Brasileiro por 3 a 1 uma vez, um jogo em que saímos na frente. Eu estava no banco e até hoje ouço a voz daquele cara. O Figueroa colocou a bola embaixo do braço e disse: ‘Agora é conosco’. Não deu outra, foi 3 a 1. Era um time que jogava demais, o Carpegiani jogava demais, o Falcão era incrível.”