Publico hoje mais trechos da entrevista concedida por Fábio Koff para este colunista e para o companheiro Carlos Corrêa e publicada em quatro páginas do Correio do Povo em 13 de agosto de 2017.
Aqui ele fala sobre uma outra lenda do Grêmio, Hélio Dourado, e Paulo Odone. E ainda sobre a primeira vez que ele esteve na Baixada. Fábio Koff viria a falecer em 10 de maio de 2018. Seu legado segue vivo. Não fosse por ele, muito provavelmente o Grêmio teria perdido o Olímpico para a OAS e estaria pagando R$ 42 milhões/ano pela migração de sócios. Paga R$ 18 milhões/ano.
“Eu me dava muito bem com o Dourado, muito embora tivesse uma divergência no processo eleitoral de 1982, depois que ele foi campeão brasileiro, quando me lancei como candidato contra o candidato dele, que era o Rafael Bandeira.
Tivemos algumas diferenças políticas neste sentido, mas nunca o suficiente para afetar o nosso relacionamento. Sempre tive muito respeito por ele. Tinha mais do que respeito, tinha muita admiração por ele. O Dourado, na galeria de pessoas especiais que eu conheci nestes 80 e tantos anos, tem um lugar de destaque.
Ele conseguia conciliar a emocionalidade com uma racionalidade e uma coragem para decidir incrível. Ele fez um convite para eu assumir uma vice presidência de futebol nos anos mais difíceis, imagina o Internacional em 1976.
E, na oportunidade, me disse: ‘Fábio, sei que tu tens compromisso, mas pega comigo agora. Porque em dois anos eu vou ser campeão gaúcho e vou ser campeão brasileiro’.
Ele tinha uma convicção incrível. Tanto é que perdemos o Campeonato Gaúcho para aquele time do Inter em 1976 e eu mantive o Telê Santana. Larguei a vice presidência de futebol, pedi para o (Nelson) Olmedo assumir, falei com o Dourado, ele aceitou. Conversei com o Olmedo: ‘Vou te passar o futebol desde que tu mantenhas o Telê".
PAULO ODONE
“Nunca foi uma relação conflituosa. Fomos amigos. Ele deve ter mágoas comigo por causa das brigas com a OAS, não é? Mas eu em nenhum momento coloquei em dúvida a seriedade dos negócios. Eu só acho que talvez ele tenha feito um mau negócio.”
PRIMEIRA VEZ NA BAIXADA
“A primeira lembrança que eu tenho do Grêmio é uma partida contra o Independiente, na Baixada. Centroavante do Grêmio era o Luiz Carvalho, o Independiente estava fazendo seis partidas no Brasil e vinha invicto. E o Grêmio ganhou aquela partida, uma virada histórica por 3 a 2, dois gols do Luiz Carvalho.
Eu estava em uma arquibancada de madeira, era guri, tinha ido com o meu tio, que era colorado. Eu devia ter 10, 12 anos no máximo.”
Koff fala de Dourado, Odone e da Baixada
Publico hoje mais trechos da entrevista concedida por Fábio Koff para este colunista e para o companheiro Carlos Corrêa
